Ciclismo Volta a Portugal

2º etapa: Etapa mais longa não fez estragos nos vianenses

João Fonseca | Volta a Portugal

A chegada a Castelo Branco, referente à 2ª etapa da 79ª Volta a Portugal em Bicicleta, não foi propriamente fácil para o pelotão desta competição. Nos últimos quilómetros várias quedas comprometeram as ambições de muitos corredores, mas César Fonte (LA – Metalusa BlackJack) conseguiu escapar ileso e fez 0 6º lugar. Já Rui Sousa (RP-Boavista) foi 62º, sem comprometer o seu tempo na geral, mas já com um olho nas etapas que se avizinham.

César Fonte teve um furo durante a corrida e também não conseguiu segurar a camisola azul, é 2º, mas apesar dos contratempos, chegou no grupo do vencedor Samuel Caldeira (W52-FC Porto), vencedor este que só foi encontrado com recurso ao photo finish. César mantém-se assim em 11º da geral a 34 segundos do camisola amarela Alarcón (W52-FC Porto).

Apesar de todos os percalços da etapa os vianenses não deixaram de fazer o seu diário de bordo e transmitir as sensações sentidas.

“Hoje foi um dia longo, o mais longo desta edição. Foi uma etapa que acabou mal para a nossa equipa. O nosso líder Edgar Pinto ficou envolvido numa queda e, neste momento, encontra-se no hospital a fazer exames médicos. Pessoalmente estou bem fisicamente e resultados demonstram isso, contudo neste momento estou muito abalado porque fiz uma boa preparação para estar bem e poder ajudar o Edgar ao máximo”, transmitiu entristecido César.

Para Rui Sousa a etapa acabou por correr dentro da normalidade, mantendo os 25 segundos para o camisola amarela. O ciclista da RP-Boavista procurou resguardar-se do desgaste da etapa mais longa da prova, a pensar já nas etapas de montanha que lhe são mais favoráveis.

No final da etapa o corredor vianense da RP-Boavista fez precisamente uma análise dos danos que esta etapa causou para muitos, mas dos quais o próprio escapou ileso, apesar de numa das quedas ter de travar.

“Hoje foi uma etapa muito longa e com temperaturas altíssimas. O dia decorreu conforme pensava e conforme defini. Uma fuga de vários ciclistas, já se previa, e com a equipa do líder a controlar a fuga à distância, para depois, na parte final, as equipas interessadas em chegada em pelotão fazerem aceleração final, anulando todas as escapadas, resultando numa chegada ao sprint, conforme aconteceu. De realçar os últimos três quilómetros: muito complicados, várias rotundas, alcatrão muito escorregadio, estrada estreita e velocidade alucinante, onde toda gente arrisca, uns para ir sprintar, os da geral para não ficarem em pequenos cortes propícios em chegadas deste género. Na verdade um caos, que resultou em várias quedas nos últimos quilómetros e muita gente mal tratada. Resta me realçar que, com ajuda dos meus companheiros, fiz uma etapa “tranquila” sem grandes percalços e a desgastar o menos possível, para o que se avizinha. Um bem haja para todos”.

Esta segunda-feira a caravana segue entre Figueira de Castelo Rodrigo e Bragança, num total de 162,7km. A tirada apresenta um percurso extremamente sinuoso, do qual o calor e a travessia da Serra de Bornes serão os principais obstáculos. De registar, contudo, que as primeiras dificuldades registar-se- ão, logo no primeiro terço da etapa com a passagem em Vila Nova de Foz Côa e Torre de Moncorvo e deveremos assistir à chegada de um pelotão muito fracionado.

 

 

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