Ciclismo Volta a Portugal

Alarcon, vencedor da Volta de 2017, de amarelo na terceira etapa de 2018

A etapa da vida, que ligou Sertã a Oliveira do Hospital, serviu para fazer nascer um novo líder na 80ª edição da Volta a Portugal em Bicicleta. Raúl Alarcon, da w52-FC Porto, vencedor da Grandíssima no ano passado, sucedeu a Rafael Reis (Caja Rural-Seguros RGA), que se despediu da amarela com um aceno no final da prova.

A w52-FC Porto foi a grande vencedora da terceira etapa ao conseguir colocar Raúl Alarcon com a amarela, cumprindo os 177,8km em 4h43s. O colega de equipa, o vianense César Fonte, chegou em 25º lugar a 1m05s, depois de um trabalho coesão da equipa azul e branca que esteve no comando do pelotão, conseguindo lançar Alarcon para a vitória.

Na análise diária exclusiva ao Desporto em Viana das emoções da Volta, César Fonte mostrou-se feliz com o resultado conseguido. “Hoje sabíamos que íamos ter pela frente a primeira etapa que poderia fazer algumas diferenças e, por isso, a nossa equipa assumiu a responsabilidade do pelotão. Controlamos a fuga do dia e, na penúltima subida do dia, o Raúl atacou forte, acabou por levar mais quatro adversários, mas mesmo assim fez a diferença e acabou por vencer a etapa e vestir amarela. Foi um dia impecável para equipa e estamos todos de parabéns”.

Não sendo o chefe de fila da equipa da w52-FC Porto, César Fonte tem desempenhado as tarefas que lhe são pedidas e está a 1 minuto e 41 segundos do líder, agora um colega de equipa. “Pessoalmente tive boas sensações durante todo dia. Fiz o meu trabalho em prol da equipa que, neste caso, foi puxar, juntamente com o Rui Vinhas e João Rodrigues, no comando do pelotão durante todo dia. Estou satisfeito pela minha condição física e espero continuar assim para ajudar a equipa W52-FC Porto a alcançar o objetivo”, rematou.

Esta era uma etapa muito aguardada da Volta pela carga simbólica atribuída. A passagem pelas zonas fustigadas pelos incêndios que vitimaram dezenas de pessoas fez que a solidariedade viesse ao de cima, num percurso que começou a introduzir as primeiras dificuldades, com cinco prémios de montanha. Além da presença do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, que entregou a camisola amarela ao novo líder da geral, também a organização da prova abdicou dos dividendos desta etapa.

Quanto à próxima etapa, a quarta, aumenta a dureza da prova. Chegamos à etapa rainha e a ligação entre a Guarda e a Covilhã (Penhas da Saúde) sofreu, desde já, algumas alterações no percurso, tendo em conta o calor intenso que se tem feito sentir e os efeitos no pelotão, muito desgastado. A passagem pela Torre foi anulada e foi substituída pela subida às Penhas da Douradas, sendo que a prova foi reduzida em cerca de 27 quilómetros, num total de 144 quilómetros. Mesmo assim, tem três prémios de montanha, um de primeira categoria, um de terceira e um especial, na chegada.

 

 

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