Ciclismo Volta a Portugal

César Fonte está a “fazer o trabalho muitas vezes invisível”

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A 5º etapa da 80ª edição da Volta a Portugal em bicicleta não trouxe novidades no que à camisola amarela diz respeito, que continua em Raúl Alarcon (W52-FC Porto). No entanto trouxe um bis no título de vencedor de etapa para Riccardo Stacchiotti (Mstina Focus).

À semelhança da etapa de Albufeira, Riccardo voltou a ganhar ao ‘sprint’ com o tempo de 05h01m45s entre Sabugal e Viseu. Raúl Alarcon chegou com o pelotão e não perdeu tempo, mantendo assim a amarela. O vianense César Fonte chegou passados 2m34s, depois de mais uma vez desempenhar um papel importante para a equipa.

“Hoje foi um dia mais tranquilo em termos de percurso, controlamos o início da etapa deixando ir uma fuga favorável. Com o desenrolar da etapa a Efapel assumiu o comando do pelotão com objetivo de uma chegada ao sprint. Assim, o nosso objetivo passou por, na chegada, colocar o melhor possível o Raúl para não ser surpreendido por algum corte”, adiantou em exclusivo ao Desporto em Viana César Fonte.

Quanto à sua prestação pessoal, acrescentou “voltei a fazer o que tenho vindo a fazer nas últimas etapas, fazer o trabalho muitas vezes invisível. Já dentro dos últimos cinco quilómetros acabei por abrir e vir tranquilo até à meta”.

A etapa fica marcada pelo infortúnio para a W52-FC Porto. Rui Vinhas teve uma queda muito feia e fez um enorme esforço para terminar a prova, sendo de imediato conduzido ao hospital. Ao Desporto em Viana César Fonte adiantou que “está a fazer exames ao ombro esquerdo. Fisicamente era visível que estava em mau estado, mas vamos aguardar para ver como se encontra”.

É amanhã que a caravana encontra o tão esperado dia de descanso e a etapa da Volta. Nesse dia, em Viseu, o vianense Rui Sousa, que fez a última volta a Portugal como profissional no ano passado, vê ser apresentado o livro “Rui Sousa: O sonho é o princípio da conquista”. Certamente nessa publicação vai ser encontrada a biografia do atleta vianense e muitas peripécias de uma carreira indissociável da festa do ciclismo português, a Grandíssima. Rui Sousa viveu a Volta como ninguém, o pelotão e o público não o esquecem. Ficará agora eternizado nesta publicação.

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