Recreação

Férias da Páscoa dedicadas ao hóquei na Academia Somos Juve

A Academia Somos Juve, da Juventude de Viana, encerra hoje o “Emanuel Garcia Easter Camp” que teve lotação esgotada, onde participaram 35 crianças entre os 7 e os 12 anos, e em que o hóquei em patins foi a “brincadeira” predilecta das férias.

Foram 32 meninos e 3 meninas que se juntaram para aprender mais sobre a modalidade que praticam, conviver, brincar e observar o exemplo provindo dos atletas seniores da Juventude de Viana. Além do mentor Emanuel Garcia, Nuno Santos, João Ramalho, Jorge Correia e Telmo Fernandes ficaram incumbidos de fazer a passagem de conhecimento para os mais jovens.

Para o treinador da Academia Somos Juve, Luciano Amorim, que também integrou este campus, “é muito bom reunir estas crianças todas vinda de vários clubes e com um campeão a apadrinhar a iniciativa”. Como anfitriã, a academia da Juventude de Viana levou ao pavilhão da Meadela 17 atletas; a Escola Desportiva de Viana dois; o Vila Praia três; o Barcelos dois; o Braga um, o Limianos nove; e o Alverca um. O convívio tem sido a nota dominante nestes três dias de férias.

“Os miúdos chegam a casa todos contentes e, por conseguinte, os pais também ficam. Este tipo de iniciativa é muito boa porque permite o contacto com os ídolos, que veem no pavilhão ou na televisão, ao mesmo tempo que praticam um desporto que gostam em período de férias. Além do mais aprendem coisas diferentes do que num treino normal, há especialização técnica”, explicou ao Desporto em Viana Luciano.

Já não é a primeira vez que Emanuel associa o seu nome a este tipo de iniciativas e, só não tem mais, porque, por vezes, a logística não permite. Começou em 2010 na Colômbia e já fez campos de especialização em Itália, Austrália, África do Sul, Estados Unidos da América e Brasil.

“É a primeira vez que faço um evento deste género em Portugal, até aqui também por questões logísticas”, explicou ao Desporto em Viana. Jogando na Juventude de Viana, que está decidida a postar na formação, foi juntar o útil ao agradável. “Abraço com força este desafio para ajudar estas crianças”, vincou.

Quanto ao porquê fundamenta-o na amizade e a vivência que advém do hóquei em patins. “A amizade e as vivências levam a que queiras partilhar e transmitir aos outros os conhecimentos e técnicas”, frisou.

No entanto ainda foca as responsabilidades que um projecto destes acarreta. “Todos têm os olhos em ti, veem o que fazes, sobretudo como te comportas, o respeito ao adversário, aos árbitros. Tu és o exemplo. Mas também ouvem os teus conselhos e procuram melhorar, o que é muito produtivo para as crianças, para o clube e para a cidade”.

Para já Luciano Amorim não adianta para quando será e se haverá próximo, mas afirma que estão a ser estudadas outras actividades, tendo em vista “formar mais e melhor”.

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