Mais Modalidades

O veterano, o entusiasta, o amigo e o convencido

José Domingos Ribeiro

São 14 atletas os que formam o plantel da ADC Anha/Raptors. Um misto de veteranos e mais jovens, entre conhecedores, entusiastas e curiosos de basebol. O Desporto em Viana falou com quatro deles.

Henrique Rocha

Tem 43 anos e é o mais velho da equipa. De Vila Nova de Anha começou a jogar por influência do Renato, um “amigo de longa data”. “Gosto de praticar novas modalidades, achei aliciente e estou a gostar”, assegura no que considera até ser um “desporto para reformados”. “90 por cento do jogo é parado, dez por cento tem atividade, o que implica muita concentração e estar sempre a pensar nas jogadas. É muito mental”, define.

Após os primeiros jogos garante gostar “da modalidade e do convívio”. “Não vou dizer que era fã mas agora vejo mais na televisão”. Para quem não percebe de basebol “para quem está a ver os jogos pode ser um bocado seca” mas quem desafiou a também vir experimentar “tem gostado”, aproveitando para convidar os vianenses a “experimentar o basebol, no campo do Anha. “Serão bem recebidos”, garante.

Sebastião Rocha

Com 22 anos, este pintor viaja de Geraz do lima para treinar e jogar. “Um colega aconselhou-me”. Ele tinha “procurado na net e encontrou esta equipa. Veio, entrou, gostou e convidou-me”. “Eu também entrei, gostei e fiquei. Até ter entrado não percebia nada. Pensava que era só pegar no taco, bater na bola e fugir, mais nada. Agora não, é completamente diferente”, garante. “É o jogo com mais regras que já joguei. Tem muita estratégia e não é fácil”. No início foi necessário recorrer a papel, caneta e desenhos para perceber as regras. “Quando comecei a ver o jogo, comecei a entender as regras”. “Na primeira vez que tentei acertei na bola. Depois falhei umas vinte vezes seguidas. Da segunda vez já melhorei e agora já acerto quase todas, graças aos treinos”. No campo tem ocupado a segunda base mas dizem-lhe que é que bom terceira base.

Hugo Luz

Recém regressado de França, com 41 anos, a amizade de longos anos com Renato levou-o a aceitar o desafio “para esta brincadeira que está a ficar séria”. “Está a ser engraçado. Não tinha nenhuma experiência e este acaba por ser um desporto que não exige tanto fisicamente de uma pessoa, quando era mais novo praticava futebol”. O basebol serve para “ocupar um bocado o tempo e está a tornar-se um vicio”.

Francisco Castro

Numa noite este estudante de 23 anos descobriu o basebol, a ver as finais da Major League. Desde então começou a seguir os San Francisco Giants e após comentar no trabalho o seu gosto pela modalidade uma rápida pesquisa levou-o a encontrar os Raptors. “Falei com o Renato, apareci num treino e comecei a trazer gente”. No campo gosta de ser catcher, para “dar as instruções”. Sobre o basebol diz que pode parecer “muito fácil atirar uma bola para um sitio mas não é”. “Gerir a pontaria com força, ver a distância e mesmo bater na bola”. Depois a cada dia “aparece uma nova regra”, sorri sobre as primeiras experiências recordando o primeiro jogo em que “ninguém sabia as regras”. “Vamos aprendendo aos poucos”, rematando com o desejo de, no futuro, “ter mais equipas e formar uma em Lanheses”, de onde é natural.

Experimentar, apoiar e acredita

Para o presidente da direção da ADC Anha, José Freixo, o projeto de basebol foi bem-vindo e tem espaço para ficar. “O basebol na associação surgiu por ex-diretor da associação que apresentou o projeto”. Não sendo um desporto que se pratique “deu a ideia”. “Nós temos instalações e agarramos o projeto. Vamos ver se tem futuro. Pelo que temos visto, julgo que sim”, afirma.

Esta nova veio fazer companhia ao futsal e à pesca desportiva, permitindo a jovens da vila praticar uma nova modalidade. “A ideia é divulgar a modalidade, para que os nossos jovens possam desfrutar de um desporto que é praticamente desconhecido e aproveitar as instalações”. O complexo desportivo do clube está em fase de melhorias. “É um projeto que tem alguns anos e que envolve alguns valores monetários altos. Estamos a fazer por fases. os balneários estão completos. Falta a iluminação e o campo em si”. Com o complexo renovado é desejo da associação aumentar o número de modalidades, com futebol e atletismo “que eram tradição”.

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