Hóquei

Símbolo de Viana festeja 42 anos

A Juventude de Viana soprou 42 velas no primeiro dia de dezembro. A data foi celebrada com um jantar-convívio, que contou com mais de uma centena de pessoas.

O presidente do clube, Rui Natário, faz um balanço positivo no aniversário. “Se fizermos um resumo dos 42 anos acho que são mais de alegrias do que de momentos menos bons”. Este ano o dirigente gostaria que o clube recebesse como prenda “chegar à final-four da WS Europe Cup”. “Seria importante para o clube e para a cidade. Se tivermos um bocadinho de sorte penso que podemos chegar lá”, acredita.

Durante os habituais discursos, o representante da autarquia no jantar, Ricardo Rego, classificou a Juventude como um “símbolo de Viana”.

Rui Natário concorda com esta visão e crê que as pessoas vêm a Juventude “como um símbolo”, mas entende que falta bairrismo. “Para irmos mais longe, precisamos de ver melhor esse símbolo. Com isto não estou a criticar ninguém. Apenas que devíamos ser mais bairristas. Isto não passa só pela Juventude, mas também por outras instituições, do desporto ou da cultura. Se Viana tivesse mais bairrismo poderíamos ir mais longe”, defende.

Com os pés assentes, Natário leva já 21 anos como dirigente da Juventude e assiste a uma nova realidade no concelho que podia beneficiar o clube. “Viana tem muitas empresas a vir para cá, com grande estruturas e dimensões fora do comum para a cidade. Se conseguíssemos chegar a uma dessas empresas seria muito importante”. “Gostávamos que aparecesse um patrocinador que nos permitisse ter outras condições”, estando a faltar um elo de ligação que aproxime o clube dos “centros de decisão dessas empresas, que nem sempre são em Viana”.

Fernando Claro foi homenageado pela Juventude de Viana

Conversas sobre hóquei, música e desejos de muitos anos de vida

A família da Juventude reuniu-se para confraternizar contando com a presença de sócios, direção, plantel sénior e muitos jovens atletas da Academia Somos Juve.

Presentes pela primeira vez num jantar de aniversário, Remi e Xaus tiveram de mostrar dotes extra-hóquei, bailando com a Ronda Típica da Meadela. Já entre os mais pequenos o Desporto em Viana descobriu que “o que se esconde melhor é o Flávio [capitão dos escolares] e o primeiro a ser encontrado é o Francisco”, segundo Rodrigo Pereira, capitão dos infantis. “Nos aperitivos tinha lá muita coisa, aproveitei para petiscar e agora estamos mais a brincar”, garantiu Rodrigo.

No corte do bolo os dois capitães mais novos juntaram-se a Jorge Correia, a Rui Natário e a Zé Natário para a fotografia.

O Desporto em Viana falou com os três capitães.

Flávio Dantas pratica hóquei em patins há dois anos e está com os patins nos pés por opção própria. “Não queria ir para o futebol porque é um desporto onde jogam muitas pessoas”, afirmou enquanto garantia que “representa muito ser capitão” dos colegas.

Um pouco mais velho, o capitão dos infantis Rodrigo Pereira já pratica há quatro anos e para ele ser capitão é “uma responsabilidade”.

Para Jorge Correia, capitão da equipa sénior, é uma “honra enorme participar nesta festividade” num clube que é diferente pelas “suas gentes”.

Desafiado a escolher uma prenda para a equipa, o guarda-redes pediu apenas uma vitória no próximo jogo, acreditando que os objetivos para a época vão ser alcançados paulatinamente, “jogo a jogo, vitória a vitória”.

Capitão de um balneário com um “ambiente saudável”, Correia garante que a equipa está “concentrada nos objetivos”. “Só esperamos que a estrelinha chegue e que as coisas comecem a correr melhor pois aí voltaremos a ser uma equipa bastante difícil de bater”.

 Topo