Futebol

Vianense não cantou de galo

JDR

O Vianense foi eliminado na 1.ª eliminatória da Taça de Portugal, ao perder por 1-0 na receção ao Gil Vicente.

No estádio do Gil Vicente o Vianense tinha disputado a última partida na Taça de Portugal. Coisas do sorteio determinaram que o regresso a esta competição fosse contra os galos de Barcelos, que cumprem um ano no Campeonato de Portugal antes do regresso à I Liga. As diferenças entre as duas equipas foram óbvias do primeiro ao último apito e o resultado final foi considerado justo pelos intervenientes.

Nos primeiros quinze minutos Vasco esteve em bom plano ao evitar o golo dos visitantes com duas sapatadas. O Vianense jogava recuado, cedendo o domínio do jogo e procurando criar perigo apostando na velocidade de Diogo Correia e Hélder Pinto mas tal nunca ocorreu até Hugo Pacheco mandar as três equipas descansar.

Nem estavam decorridos 40 segundos após o reatamento da partida quando Diogo Correia rematava fraco à baliza gilista. Os adeptos azuis viram neste remate um foguete que se revelou de pólvora seca pois o Gil Vicente tomou conta do jogo, chegando ao golo aos 71 minutos. Na sequência de um canto em que Vasco não consegue sacudir, cria-se uma confusão na pequena área em que Ahmed foi o mais esclarecido e rematou a contar.

José Pequeno tinha trocado de avançados (Vitor e Fábio por Lucas e Rúben) antes do golo, mas foi apenas quando colocou Cristiano, por troca com Vitor Hugo e já em desvantagem, que os azuis conseguiram reagir.

A única ocasião clara de golo foi desperdiçada por Rúben que sozinho na pequena área gilista e sem ter que tirar os pés do chão cabeceou para defesa aparatosa de Victor Brasil, aos 84 minutos. Até ao apito final os minutos significavam chumbo nas pernas vianenses, evidenciando-se em Tiago Magalhães as dificuldades físicas com que os atletas chegaram ao fim do encontro.

Na análise à partida o capitão de equipa Diogo Gonçalves realçou a qualidade do adversário. “Tivemos pela frente um adversário difícil, que enquanto tivemos pernas conseguimos anular. Depois foi uma questão física, que no final da partida se foi sentido. Sofremos o golo numa bola parada, devido a um erro de comunicação. Podíamos no fim ter empatado e merecíamos ir a prolongamento por todo o esforço que tivemos”.

O treinador José Pequeno teve abordagem semelhante no comentário aos 90 minutos. “Sabíamos que íamos passar dificuldades frente a uma equipa de outro campeonato, que ainda não sofreu golos e que tem mais dois meses de treino. Tentamos preparar a equipa para o que íamos encontrar e anular as mais valias do adversário. Fomos conseguindo e chegar ao intervalo a zero foi bom. Acabamos por sofrer um golo que não podemos sofrer, o que nos levou a arriscar, tentar ter mais posse, o que não foi fácil. No computo geral fiquei bastante satisfeito e ver a bancada com muita gente foi bonito”.

Apesar da derrota, o Vianense ainda pode estar presente na 2.ª eliminatória da Taça de Portugal, se no sorteio que se realiza esta terça-feira, dia 11, às 15h, na Cidade do Futebol, for uma das equipas repescadas.

Estádio Dr. José de Matos
Vianense 0
Vasco, Veloso, Elson, Diogo Gonçalves ©, Diogo Correia, Fábio Sequeira (Rúben, 68m), Vitor Moraes (Lucas, 57m), Rafa, Tiago Magalhães, Hélder Pinto, Vitor Hugo (Cristiano, 78m). Treinador: José Pequeno

Gil Vicente 1
Victor Brasil, Bruno Morais, Gabriel (Dimba, 67m), Joãozinho, Tiger, Edwin, Juan (James, 83m), Júnior, Ahmed, Tanko (Bruno Lopes, 57m), Rui Faria ©. Treinador: Nandinho

Equipa de Arbitragem
Hugo Pacheco (AF Porto), João Nogueira e José Martins

Marcha do Marcador
0-1 Ahmed, 71m.

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