Ciclismo Volta a Portugal

Volta a Portugal levou à letra a etapa da ‘frigideira Alentejana’

Volta a Portugal Oficial

Vinte anos depois a Volta regressou à “frigideira Alentejana” e contou com a preciosa ajuda dos bombeiros, e muita água, para que fosse efetuada a ligação entre as capitais de distrito do Baixo e do Alto Alentejo, Beja a Portalegre.

Uma etapa muito longa, em quilómetros a mais longa desta edição, onde os soldados da paz se sentiram impelidos à missão de ajudar os ciclistas, refrescando-os ao longo do percurso. Uma ajuda do céu numa etapa dura, média de 35 Km/hora, justificada pelos mais de 40 graus que se sentiram, e da qual se vão sentir as consequências, sobretudo, no dia de amanhã.

A chegada da segunda etapa foi ao ‘sprint’ e marcada por uma queda que obrigou a reunião de comissários à incógnita das classificações. Uma queda nos últimos 500 metros lançou dúvidas sobre quem seria o camisola amarela. Houve cortes no pelotão e os comissários tiveram de analisar se ocorreram antes ou devido à queda. A decisão dos comissários foi dar o mesmo tempo a todos, o que permitiu a Rafael Reis (Caja Rural-Seguros RGA) manter a camisola amarela conquistada no prólogo de Setúbal.

O espanhol Vicente de Mateos  da equipa algarvia da Aviludo – Louletano-ULI venceu a etapa em linha da Volta 2018, depois de 5h47m25s, seguido do colega de equipa Luís Mendonça. Mais uma vez, César Fonte não descolou e chegou com mesmo tempo do vencedor.

Em declarações exclusivas ao Desporto em Viana, César Fonte frisou que “hoje voltamos a ter um dia igual ao de ontem, etapa muito longa e com temperaturas outra vez a serem muito elevadas. Contudo, a etapa voltou a correr bem para a nossa equipa. O primeiro objetivo era passar estes dois dias sem os nossos líderes perderem tempo. ”

A nível pessoal, “sinto-me bem fisicamente. Como é normal, estou dorido do meu lado esquerdo e isso faz me sentir algumas dores, mas acredito que vou estar no meu melhor nas etapas duras que estão para chegar”.

Rafael Reis (Caja Rural-Seguros RGA) é líder da geral, com 5h17m01s, e César Fonte está a 45 segundos deste.

A terceira etapa vai aumentar progressivamente a dureza da prova e vai contar com cinco contagens de montanha, num percurso que liga a Sertã a Oliveira do Hospital, num total de  177,8 quilómetros. Os ciclistas vão passar por zonas fustigadas pelos incêndios do ano passado, nomeadamente Pedrogão Grande. Recorde-se que é a etapa da vida em homenagem às vítimas dos incêndios de 2017 no centro do país e, por isso, o presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, vai marcar presença.

 

 

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